quarta-feira, 28 de julho de 2010

Papo às Traças

Em imaginação, me relaciono com Nietzsche como um colega, com quem me encontro esporadicamente em um bar para tomar umas e dialogar. Essa projeção simbólica sugere a maneira como o leio propriamente.

De tempo em tempo, abro um de seus livros - ando estocada no Humano, Demasiado Humano, e tomo um trecho qualquer:

"Desprende-se a arrogância quando se tem certeza de estar entre pessoas de mérito; estar só produz a arrogância" (H.D.H - cap.VI, 310)

Oh, eu sou arrogante! Sim, Nietzsche. Estar entre os demeritados também provoca sintoma inverso. Porém, que põe ou tira o mérito alheio somos nós. Acredito que chegamos a um preconceito forjado ou um abrigo para inseguranças.