domingo, 21 de março de 2010

A poesia da vida

Houve um tempo em que os pesadelos assustavam mais e o acordar é que era o alívio. Era um tempo de inocência e descoberta.

Fui crescendo... o medo de estar acordada era tanto que o sono era o maior refúgio. Esta época foge à minha memória algumas vezes. Restam diários, que ainda não quero reler.

Hoje, dormir é mais fácil. Ainda há pesadelos, ainda há o alívio do acordar. Mas os medos, agora menores e reais, continuam lá a cutucar.

A cada novo dia, percebo que a realidade e a verdade suprimem o medo, mas trazem junto de si a decepção, a dor, a vergonha, a tristeza e, muitas vezes, a solidão – ou incompreensão. Alegro-me ao saber que há intervalos de alegria e descontração nesta realidade toda.

Sorrio.