sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Prólogo de Anticristo

Caiu-me bem e pareceu até que ele escrevia exclusivamente para mim o trecho:

"Este livro destina-se aos homens mais raros. Talvez nem possa encontrar um único sequer que ainda - ele usa um tempo verbal de quem está desacreditado integralmente da humanidade, pessimista e solitário - esteja vivo. Estariam eles entre os que compreendem o meu Zaratustra - sim -? Como poderia eu misturar-me com aqueles a quem hoje se presta ouvidos - se ele soubesse que compartilho do mesmo sentimento na maior parte do tempo... -? Só o futuro me pertence. Há homens que nascem póstumos."

- Friedrich Nietzsche, O Anticristo - 

Basta.

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