sábado, 2 de outubro de 2010

Pai

São lágrimas para os outros
e o motivo mesmo nem se banha nelas.
Nem sabe de sua existência...
Saberia?

Um crescente medo dilata-me os poros.
Dói.
Há qualquer semelhança
Com aquele monstro.
Aquele que eu criei...

Silêncio berrante, errante.
Tenho medo de desfazer tudo
e que nada nele se mova.
Por que se moveria?

E se ele um dia for sem aviso?
Morro junto, e com isso!

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