sábado, 23 de maio de 2009

Pedaço Central

Dessa praça,

Dessa catedral,

Da Sé à fé meus passos escutaram

O arrulhar dos pombos,

O metal enferrujado da cadeira de rodas do mendigo,

O orador rodeado de plateia.

Meus calçados refletem

A nuvem cinzenta sobre as rosas,

Os carros poluídos de gente,

As ruas poluídas de carro,

O azulejo e o bronze do Edifício Sé.

De lá, da Brigadeiro,

Cheguei andando pela pauliceia

Aqui, onde o mundo parou...

Onde as pessoas calaram e

Os tempos – móveis – não andaram.

Aqui, nessa praça,

De graça monumental.