sexta-feira, 15 de maio de 2009

Antiga poesia do eu distante

Do meu antigo caderno de poesias resgato esta em especial, que se destacou aos meus olhos sem explicação racional. Já não vivo mais essa fase tão melancólica, mas a beleza do poema persiste.



Morre a Sutilidade


E a morte dele deu-se exatamente

Por ter-se esquecido de dizer.

Mas, dizendo, poderia matar a sutilidade.

Alguém tem de se importar com essa falta.

Se fosse um pouco mais rápido,

Teria quebrado a flor, a beleza, o amor.

E, se na morte te vejo,

Espere um pouco mais.