quinta-feira, 12 de março de 2009

Em busca da verdade

“Em busca da verdade, onde ela estiver, ali estará ele: Ernesto Varela, o repórter!”

Quem se lembra desta chamada? Foi aproximadamente em 2001, na rádio 89 FM, que ressurgiu o repórter mais charmoso da minha vida.

Eu, ainda criança, assistia aos programas da TV Cultura quando, entre Glub Glub, Rá Tim Bum e X Tudo, Ernesto Varela foi se crescendo em minha preferência.

Foi nesta personalidade sarcástica que busquei inspiração inconsciente e, a partir daquele momento, foi-se determinando meu anseio profissional, já somado à minha natural paixão pela língua portuguesa. Desta paixão, quem leva parte da culpa é minha tia Candú, que compõe minhas admirações mais infantes. E a outra parte da culpa fica na origem da família, nos patrícios de coração, que longe moram mas são o tema de muitas das minhas poesias.

Pois foi então que, nesta semana, o novo quadro ‘Fala na Cara’ do CQC me fez lembrar um pouco do Ernesto Varela em Oscar. Era quase um dejávu a situação dos papéis ali representados de repórter irônico versus político corrupto entrevistado.

Admirável Marcelo Tas que, em plena tevê do século XIX, continua proporcionando para a gente cultura autêntica.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Pequenas grades

Um ócio acima do desejado, sonolento, odiado, rejeitado pelos olhos cujas pálpebras insistem em os cobrir.

Fuga para leituras alternativas. Algo que traga alguma avidez para o momento. Parco é o resultado. A atenção se desvia, Morfeu retorna.

Eis que surge, envolto em uma luz dourada um texto interessante! 15 minutos de leitura e, como num orgasmo, tudo acaba. Mas fica aquela sensação de suavidade... de gozo.

É nesse vazio, nesse fim que antecede o próximo começo de qualquer coisa que a sensação de ter pequenas grades pressionando o ego é maior.

Que desperdício de idéia!