quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Choro solitário

Quase ninguém é capaz de compreender a sensibilidade de uma mulher com Tensão Pré Menstrual. Nem mesmo o ginecologista ou o psicólogo, se estiver dentro da situação, com sua filha ou esposa, notará de imediato que aquele choro fácil é resultado de uma reação dos hormônios do corpo.


Clinicamente, é possível detectar os sintomas desta quase doença que acomete a maioria das mulheres, mas é no dia-a-dia que elas sofrem.


Sensação de abandono, tristeza, inchaço, cólica, choro fácil, irritação parecida com a do Hulk... são um emaranhado de sentimentos que não recebem a atenção que merecem.


Descobri, porém, um segredo quase que virtuoso por sua dificuldade: a auto-análise e o auto-controle. Às é difícil encarar tudo sozinha.

Há métodos mais fáceis: o cuidado com a dieta (não comer produtos gordurosos e não abusar da cafeína) e muito sexo!

Há (eu) quem diga que escrever também ajuda.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ao aniversariante, Casimiro.

Poeta tão brasileiro como este, é raro. Mas das palavras deste jovem patriota, as que mais gosto são as inocentes e apaixonadas.


Meus oito anos

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus —
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

Casimiro de Abreu – Nascido aos 04 de fevereiro de 1839.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Projetos

Momento inspirador e inédito este na minha vida. Por um ano, o planejamento e a construção imaginativa da experiência não atingiram a real sensação do que é estar lá. À conquista, um brinde!

E, celebrando os projetos que se concretizam, fica a dica de site para hoje: o Projeto Releituras.