sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

os assentos de cor cinza

Aos idosos, deficientes, grávidas e pessoas com crianças de colo o Metrô oferece o banco cinza de uso preferencial. E agora, o primeiro vagão também está disponível preferencialmente a este público em horários de mais movimento. 
Eu repudio a necessidade de haver assentos ou horários especiais para este tipo de público. 

Acredito que a cidadania, o respeito e a educação dos civis seria suficiente para que um jovem, por exemplo, se levantasse para dar lugar a uma pessoa mais velha sem precisar de artifícios que colorem ou diferenciam assentos. Mas sabemos que a multidão que se aglomera nos transportes públicos se transforma em uma massa violenta, asqueirosa e desumana, que empurra, invade, exaspera e ignora tudo que não seja o próprio ego. 

Já vi cenas desgostosamente hipócritas, como a de um cidadão sentado confortavelmente em um banco marrom a olhar feio para o rapaz à sua frente, que está no banco cinza, por não dar lugar à grávida. Ora! Se está errado o rapaz por não ceder o assento preferencial por lei, não estaria moralmente errado o cidadão que permaneceu sentado no banco comum? 

Absurdos que se ouve, como "nem vou me sentar no banco cinza para não ter de levantar se entrar um velho", são descabidos. Pessoas que agem de forma educada em suas casas, no ambiente de trabalho, praticantes da etiqueta da boa convivência parecem esquecer dos seus valores pessoais quando se fundem àquela massa repulsiva dos usuários de transporte público. 

Por perceber um tipo de perfil comportamental da massa, talvez o Brasil gaste muito mais que deveria em leis para driblar a falta de educação dos cidadãos: Não jogue lixo na rua, não beba quando for digirir. Penso que se respeitássemos a ética e a cidadania não haveria necessidade de tão altas sanções para leis como estas. 

E se você acordasse em uma manhã para ir trabalhar, entrasse no metrô e percebesse que todos os bancos estão cinzas? Você se comportaria da mesma forma que se comporta hoje?  

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ensaio sobre a Paulicéia

Com um interessante ensaio fotográfico, o projeto Trânsito na cidade de São Paulo oferece uma visão poética do caos paulistano e da superpopulação dos transportes públicos. 

Vai lá: http://www.retratodorush.com.br/

Soube do projeto ao visitar o Urbanistas. http://urbanistas.com.br/sp/

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Muito Gelo e Criatividade

Durante as férias que passei na lotada Guarujá, compartilhei com minhas primas um bom e raro momento de sossego assistindo ao filme Muito gelo e dois dedos d'água.

Não gosto do estilo "pastelão", mas recomendo aos amantes da boa comédia o longa, que surpreende pela criatividade no tema. Bom diretor, bons atores e uma história inusitada que rende risadas módicas valem duas horinhas de diversão. 

Para saber mais sobre o filme, sugiro a leitura da matéria no Omelete.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Paz em Gaza

Estou participando de uma campanha pelo cessar fogo na região de Gaza. Sabemos que, com os interesses políticos de Israel nas eleições que se aproximam, a guerra de interesses agrava a violência. E quem mais sofre são os civis. 

Por isso, acredito, sim, que podemos fazer diferença em campanhas como esta, mesmo que com pouca expressão individual. 


A ONG Avaaz está realizando esta e outras campanhas humanitárias globais. Vale visitar o site e conhecer mais sobre os outros projetos também. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ressaca

Como disse um conhecido que compartilhava o espetáculo de fogos comigo e com mais de um milhão de pessoas na areia da praia, 2008 parece ter sido um ano difícil para muita gente. 

Para mim foi, sim, mas passou. Muito antes de acabar o ano, eu contruí diariamente realizações fundamentais para estabelecer as mudanças de uma nova etapa de vida: amorosa, profissional, pessoal, emocional, espiritual. Algumas destas mudanças são positivas, outras, nem tanto. 

Independente de calendário, a mais importante sabedoria que conquistei neste 2008 que passou foi entender que a mudança acontece no imediatismo das urgências, nas necessidades mais desesperadas. Desesperadas, sim, pois farta estou de vã esperança. Melhor mesmo é ter cá para mim a racionalidade e a realidade, despegadas da espera sem fim.  

Portanto, não vou desejar feliz ano novo para você... vou desejar sim, uma feliz manhã para todos os seus dias.