domingo, 5 de abril de 2009

Terapia panorama

Aqui, do alto do vigésimo sexto andar, vejo a Ataliba a redundar de carros e pessoas;

acompanho o reflexo da janela do edifício espelhado que atravessa a avenida ao meio-dia;

observo o avião cortar a nuvem e baixar o trem de pouso;

esmiúço com os olhos, sem pressa, o contorno da Serra da Cantareira;

memorizo cada telhado, cada prédio em construção... e,

ao anoitecer, percebo o crescente cintilar da cidade com seus morros brilhantes.

Deito-me e esqueço o mundo a ninar meu olhar

com dança das luzes que os faróis dos carros projetam no teto do meu quarto.

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