sexta-feira, 6 de março de 2009

Degelo cerebral

Há mais de uma semana que a Paulicéia ferve num verão impiedoso e ‘desvairado’. Não imaginava o saudoso Andrade que seria assim que viveriam “...estes homens de São Paulo, todos iguais e desiguais... uns macacos”: suados, apressados, desinteressados, abarrotados nas lotações, nos metropolitanos e nas calçadas quentes.

Será que estamos já a nos acostumar com o calor? Notamos o contínuo aumento da temperatura e um certo incômodo no ar de Nostradamus com a duvidosa chegada de 2012?

Que será que nos espera? Reflito e nada concluo. Mas, a respeito das mudanças climáticas e espirituais previstas, este é o meu momento menos cético.

Piorou ainda mais quando topei com uma senhora sinistra e profética, catarinense, que me perguntou se, quando chegar o momento do “Juízo Final”, escolherei eu por ficar ou por ir com Jesus. Nada consegui exprimir além de um gemido fraco e um sorriso mais fraco ainda.

E aquele rosto enrugado sob o corpo franzino continuou num quase conto de terror, dizendo ai de que ficasse, porque dali pra diante seria a regra do anticristo.

Exageros descontados, parece-me mesmo que alguma coisa está para acontecer. Esperemos com os ventiladores ligados e refrescos à mão!

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