sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sinestesia esfumaçada

A passos atrapalhados, a tarde diminui a existência.
Trôpega, perde os detalhes
E funde o caolho com a cor poética da lua que aponta
tímida e envolta na fumaça.


A dor é surda...
Colocam-se a andar as Dalilas e os Sansãos
para, em vão, no vão triste, protegerem-se das rosas.

Cortam-se os cabelos, perde-se a força,
escoa-se a esperança.


Gaza já não protege a nossa criança.

Vaza como a lágrima da mãe que a perdeu.

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