sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dica de filme: Na natureza selvagem

Dirigido pelo maravilhoso Sean Penn, o longa Into the Wild (título original) traz uma proposta bem diferente no roteiro, além de ter uma fotografia poética e belíssima.

Uma boa lição de desprendimento material, anti-capitalismo e auto-conhecimento.

Na Natureza Selvagem - 2007 - EUA

Para baixar o filme, você pode se orientar com as dicas do blog do Júlio. Confere aí.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ativismo contra o aquecimento global

O Greenpeace é uma entidade digna de meu respeito. Não contribuo financeiramente, mas apóio ideologicamente o seu ativismo, sua postura e suas campanhas.

Vale destacar aqui uma das ações de grande importância para a atualidade: o aquecimento global. Quem quiser participar do abaixo-assinado, que será enviado para o presidente da república e para os ministros, pode acessar o site. http://www.greenpeace.org/brasil/participe/ciberativismo

Veja a íntegra do texto:

Participe! Proteste!

O aquecimento global já deixou de ser assunto de ficção científica e tornou-se realidade. O planeta todo está sofrendo, inclusive o Brasil. Seca na Amazônia, desertificação no Nordeste, furacão e tornados no sul... Esses fenômenos climáticos extremos são claras evidências dos problemas causados pela queima irresponsável de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e usinas termoelétricas e pela destruição das florestas do mundo... São apenas uma amostra de um terrível futuro que pode estar muito mais próximo do que imaginamos. Milhões de pessoas são vítimas de catástrofes como estas todos os anos. E ninguém está livre do problema!

Mas ainda há tempo para ação! É preciso que governos do mundo todo diminuam drasticamente as emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas. E o Brasil, que pela destruição de suas florestas é o 4º. maior emissor mundial, precisa combater o desmatamento e investir muito mais em energias limpas, como a do sol e a dos ventos.

Exija que o governo brasileiro faça sua parte: desenvolva uma política nacional de mudanças climáticas, identifique nossa vulnerabilidade, invista em energias positivas e em transporte coletivo de qualidade e combata de forma implacável o desmatamento.

Não há mais tempo a perder!


Para:
Exmo. Sr. Luís Inácio Lula da Silva - Presidente da República

CC:
Exma. Sra. Marina Silva - Ministra do Meio Ambiente
Exma. Sra. Dilma Roussef - Ministra-Chefe da Casa Civil
Exmo. Ministro de Minas e Energia
Exmo. Sr. Sérgio Rezende - Ministro da Ciência e Tecnologia
Exmo. Sr. Celso Luiz Amorin - Ministro das Relações Exteriores

Exmo. Sr. Presidente e Ministros,

Já somos vítimas das mudanças climáticas no Brasil. Seca na Amazônia, desertificação no semi-árido, furacão no sul do Brasil, estiagem em vários estados, ano após ano, mostram que somos muito vulneráveis ao aquecimento global. Não é possível saber precisamente onde ocorrerão as catástrofes nem quem serão as vítimas.

O Brasil hoje tem uma grande responsabilidade em relação ao problema, já que é o 4º. maior emissor de gases de efeito estufa. Sabemos que a destruição de nossas florestas, principalmente da Amazônia, contribui com 75% de nossas emissões.

Assim, exigimos que o governo brasileiro combata de forma implacável o desmatamento, desenvolva uma política nacional de mudanças climáticas, identifique cada uma de nossas vulnerabilidades, estabeleça planos de adaptação aos impactos que não podemos evitar e invista em energias positivas e em transporte coletivo de qualidade.

Nós, brasileiros, temos todo o direito de saber onde somos mais vulneráveis aos efeitos devastadores do aquecimento global e como vamos reduzir nossa contribuição a este problema. Não temos tempo a perder nesta luta pela nossa sobrevivência!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Quais as palavras mais buscadas no Google

Este site indica os principais termos buscados pelos usuários no Google.

Achei interessante encontrar o termo "anos 70" em 13º no Brasil. De modo geral, prevalece a busca por pessoas famosas, programas de televisão e temas de entretenimento. Nenhum espanto, certo?
Vale conferir. O site atualiza as informações a cada mês.

Google Press Center: Zeitgeist

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Do Conformismo ao Ativismo

“Fique nu para simbolizar algo.
Organize uma greve na escola ou trabalho em protesto
por eles não satisfazerem a sua necessidade
de indolência & beleza espiritual.”

Hakim Bey.


Trabalhar todos os dias, ganhar dinheiro suficiente para tirar algum conforto do capitalismo, ceder a esmola ao mendigo, assimilar instantaneamente as informações do telejornal ou da novela, resumindo para menos de dez ações a rotina diária de vida. Nada que seja muito complicado ou fora do comum.

Descrito assim, o cenário mostra a vida de uma pessoa medíocre, limitada. Mas quantas pessoas que vivem em condições análogas percebem a situação? E, das que percebem, quantas desejam mudar? E das que desejam mudar, quantas sabem o que fazer? E das que têm qualquer vislumbre de como atuar, quantas alcançam o seu objetivo?

Abrangendo as diversas facetas e personalidades existentes, certas vertentes conseguem resumir a postura prevalecente dos integrantes de uma sociedade, independente da crença, costume, profissão, caráter, ética e vivência de cada indivíduo: do conformismo ao ativismo.

O conformismo oferece um fácil caminho da seqüência inquestionável do dia-a-dia. A criança que morre por inanição na Etiópia não é sua. A calota de gelo polar que derreteu não foi aquecida pelo seu carro. Seu país não tem guerra, nem vulcão ou terremoto. A sua novela começa sempre na mesma hora. Sua calçada precisa ser lavada com água de mangueira.

Dar esmola ao mendigo na rua, ajudar uma entidade carente no Natal, assistir ao programa do Ratinho e ficar abalado com a situação de um mundo que não lhe pertence, esquecendo todo o sentimento depois de mudar de canal.

Aos ativistas, todo o resto, toda a intervenção. Não é necessário viajar à África ou à Antártida para salvar crianças ou focas. Nem é prudente lutar por uma causa que não seja sua, já que resultará numa ação hipócrita.

Note alguma situação que te incomode e faça o auto-questionamento: “O que eu posso fazer para mudar?”. A idéia de fazer algo simbólico por si mesmo é tão simples que é aterrorizante.

São incontáveis as opções. Cultivar as manifestações ideológicas, passeatas, protestos, levantes e greves. Fazer teatro de rua, escrever e colar um cartaz provocativo. Fazer um grafite num muro proibido. Crie qualquer ação que choque o conformista. Não importa a abrangência, mas a intenção. Sem arriscar, como você vai saber?