sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Lua que rasga o céu, faróis que rasgam o asfalto

O irromper da noite no alto
Desprende o ocaso do sol no horizonte,
Num encontro diário, simbionte.

Lua que rasga o céu,
Faróis que rasgam o asfalto,
Seguem galopantes feito o corcel.

Como uma distinta fração,
Essa despedida precedida pela saudação
Causa-me na alma uma afronta.

E, com a noite já instalada,
A paulicéia constante dos meus olhos
Encena uma brisa sazonal, que aponta...

Agora, com a alma menos saturada,
Uma nova intenção eu acolho.

Fernanda Serpa - 30-janeiro-2008


(Criei esta poesia inspirada na frase de meu amigo, irmão, jornalista e padrinho Leandro de Godói. A frase é o título da poesia.)

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