terça-feira, 13 de novembro de 2007

O jornalismo tendencioso

Eu sou jornalista. Logicamente, um de meus hobbies é ler e ver notícias... Revistas, jornais, telejornais, webjornais e, principalmente, blogs. Considero os blogs a forma menos tendenciosa, menos manipuladora de se ler uma notícia. Vocês podem notar, por exemplo, minha tristeza ao anunciar o fim do NoMínino em um post anterior.

Eu alimento à sombra uma antiga teoria, uma impressão a respeito dos jornalistas brasileiros e das notícias veiculadas na mídia. Acredito que a manipulação da mídia sobre a sociedade não é apenas aquela que todos consideram normal. Fico horrorizada ao ver a conformidade dos leitores da Folha, do Estadão, que acham comum a tendência editorial dos veículos! Mas é claro que é utópica a crença de que toda notícia é dada de forma integralmente neutra, tenho consciência disso.

Porém, enxergo algo mais profundo. Muitas vezes tenho a impressão de que há mais que manipulação, há invenção, há mentira, há criação de histórias e situações inexistentes, mas convenientes. Convenientes para quem? Quem faz a guerra de informações? Vergonhosamente, não consigo ainda responder, por isso trato como teoria.
Tudo isso parece muito óbvio, mas ao compartilhar meu pensamento com amigos, vi que não é tão óbvio assim... Me taxaram como exagerada. Mas encontrei aliados! Meu pensamento foi reforçado em dois artigos que li... Coincidentemente, artigos publicados em blogs.

O primeiro sintoma que reforçou esta minha teoria eu obtive no Blog do Mino Carta, que faz um desabafo em 07/11... Aí vai o trecho que me chamou atenção: "
Não sei por que não acho a mídia brasileira digna da contemporaneidade do mundo, como pretendem centenas de jornalistas nativos.". Vale conferir na íntegra.


O segundo sintoma veio com força total, no ótimo artigo da Marilena Chauí, que é entrevistada pelo Paulo Henrique Amorim... Em seu blog, claro, Conversa Afiada. O relato exclusivo da filósofa, historiadora, escritora e professora é esclarecedor e fala fundamentalmente da "crise aérea" brasileira. Vi que o pensamento dela é praticamente idêntico ao meu. Pelo título da matéria, "A invenção da crise", já dá pra fazer uma prévia do que a leitura reserva: http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/446501-447000/446655/446655_1.html

Um comentário:

  1. Fê, sugiro também a entrevista com Paulo Henrique Amorim, da última edição da Caros Amigos. Está sensacional! Um misto de ironia, crítica e humor... aliás, descobri o Paulo Henrique Amorim há pouco tempo - antes tarde do que nunca - e já inclui a minha lista, reduzida, de excelentes jornalistas.

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